Sexto dia – gatunos, assaltante de trem e sol das 21h

7 Janeiro 2008

Ladroagem:
Celso e Dalgio foram descaradamente abusados por argentinos nesta segunda-feira, 7 de janeiro!!! Não, não, nada de conotações dúbias, e sim maladragem (ou ladroagem pura) mesmo. Isso aconteceu no hotel e no posto de gasolina.
     A primeira falcatrua do dia foi no hotel. Um grande e digno hotel de camioneiros cobrou 160 pesos para os motociclistas pernoitarem. Para efeitos de comparação: eles pagaram 90 pesos em outro hotel em Mar del Plata. Em plena temporada. Certamente o dono do hotel acha que Maradona é melhor que Pelé. E como os dois são brasileiros…
     A segunda malandragem foi no posto de gasolina. O esperto larápio dono do estabelecimento aproveitou-se da falta de concorrência e cobrou caro o litro do derivado do petróleo. O preço normal é P$2.30 lá estava P$3.10 (e a 120km dali, custava P$1.80). Não apenas dos dois, mas inclusive de seus conterrâneos, causandouma grande fila e descontentação da clientela geral.

A viagem e a cidade:
Felizmente, apesar de todos os pesares, tudo transcorreu normalmente na viagem de 400km entre San Antonio do Oeste e Trelew. Eles começaram a viagem às 14 horas – após enfrentar outra grande fila, a do câmbio – e chegaram no destino aproximadamente três horas depois.
     Catando informações em uma repartição turísticas, Dalgio descobriu que Buth Cassidy – um dos ladrões do famoso assalto a trem. Os motociclistas inclusive se instalaram no mesmo hotel que o assaltante ficou anos atrás. Um lugar simples, velho, mas bem legal, segundo Celso.
     A cidade de Trelew é bonita pela ótica dos viajantes. Tem um cassino, que será devidamente visitado por eles nesta noite. Será que eles voltam ricos? Amanhã – se nada de extraordinário acontecer no cassino, claro – Celso e Dalgio planejam rumar, pelo menos, 700 km para o sul, até Comodoro Rivadavia. A intenção deles é chegar em El Calafate dentro de dois dias.

Curiosidade:
Desde Mar del Plata, Celso e Dalgio jantam com o sol ainda brilhando nos céus gringos. Não, eles não estão jantando de tarde, é o Astro-Rei que está anoitecendo depois mesmo. Ele só se põe por volta das 22h na localidade onde estão. Às 21h ainda está alto…
Ao contrário do que se pensava, a dupla não está desenvolvendo o melhor de seu espanhol, mas já houve avanços desde que eles entraram em solo portenho. O Dalgio, por exemplo, já aprendeu a cumprimentar a todos com um simpático ‘Hola’…
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Quinto dia – areia, amizade e mais retas

7 Janeiro 2008

     O quinto dia de viagem era para começar já em Baia Blanca, porém o roteiro de Celso e Dalgio não previa válvulas desreguladas. Por conta disso, o trajeto de 6 de janeiro iniciou em Tres Arroyos…
     No caminho, começou o vento. Muito vento. Bastante vento… isso gerou uma cena inusitada: tempestade de areia. A estrada ficou coberta com um tipo de neblina de areia. Esse fenômeno obrigou os motociclistas a pararem em um posto de gasolina para esperar o vento diminuir. Mesmo assim, Celso e Dalgio ficaram empoeirados. No posto, novas amizades. Nossos aventureiros conheceram um casal motociclista que também estava viajando: Jorge e Natalia (na foto com eles).
     Após esse intercâmbio cultural, mais estrada. E, de novo, retas e mais retas sem fim. E, pelo que consta, a estrada deverá se manter assim, reta como uma régua escolar de 30cm. Eles andaram até San Antonio do Oeste, cidade do Balneario Las Grutas que fica no início da Patagônia, quase 700km depois da largada. A próxima meta é Trelew, a 400km de San Antonio.

Celso e Dalgio já estão se aproximando da neve. Continuem acompanhando.

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Quarto dia – o atraso, um mito e retas sem fim

7 Janeiro 2008

     O plano era sair mais ou menos ao meio-dia, mas a moto do Celso só ficou pronta às 14h. Então, ou eles ficavam parados ou conheciam Mar del Plata. Obviamente Celso e Dalgio optaram pela segunda opção e encarnaram seus lados turistas para conhecer uma das mais famosas praias argentinas em 5 de janeiro, quando a temperatura já não era tão desagradável (e fria!) quanto no dia anterior.
     No retomar da viagem, rumo a Baía Blanca, os motociclistas passaram por Barcase, a terra onde nasceu o primeiro pentacampeão mundial de Fórmula 1: Juan Manoel Fangio. (Essas cinco conquistas aconteceram em oito temporadas…) Nessa cidade, tem um museu dedicado ao seu filho mais conhecido. Celso e Dalgio foram lá para conferi-lo.
    Em seguida, os dois andaram numa estrada que é sonho de muito viajante. Uma via praticamente sem curvas ou aclives. Celso marcou dois trechos. O primeiro de 41 e o segundo de 64km sem qualquer obstáculo. Apenas retas, retas e retas. Puderam alcançar uma boa velocidade, que seria até maior se não fosse a grande quantidade de caminhões que trafegam levando o trigo plantado ao redor do local.